18 de Junho de 2013
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A bordo do Civic de 270 cavalos feito para ser o pace car da Indy em São Paulo

Por - Renato Bellote - 28 jun, 2012 - 12:06

123 Comentários

A função do pace car é bem conhecida por quem gosta de automobilismo. Ele deve seguir na frente dos carros de corrida mantendo a uniformidade e também a organização do comboio. Além disso, é importante que se posicione – e saia quando preciso – de forma rápida.

A primeira vez que um deles foi utilizado na Fórmula 1 foi em 1973. Vinte anos mais tarde passou a marcar presença definitivamente e o carro escolhido para o GP do Brasil, em 1993, foi um Fiat Tempra. Já nas 500 Milhas de Indianápolis a história é bem mais antiga, sendo que a idéia surgiu em 1911 (certamente algo não tão veloz).

Para a etapa brasileira da Indy, a São Paulo Indy 300, a organização fez uma exigência simples: o modelo deveria ter, pelo menos, 200cv. Até o ano passado o Civic Si atendia essa exigência e passava apenas por algumas modificações para cumprir o papel com dignidade.

Mas o esportivo saiu de linha e a versão atual tem 140 cv. O que fazer? Para não perder o posto para o Camaro, o pessoal da Honda passou a tarefa à equipe da oficina Way Motorsport, que decidiu pela instalação de uma turbina para apimentar o desempenho. Desse modo, com turbo e filtro esportivo, o sedã passou a entregar 270 cv.

O acerto de suspensão e freios ficou por conta de outro veterano quando se trata do assunto. Alberto Trivellato, da Suspentécnica, realizou um trabalho primoroso para deixar o carro grudado no chão, sem escorregar pelo traçado. O sistema de freios também recebeu um upgrade.

Os dois exemplares fizeram sua tarefa e, na semana passada, a Honda convidou os jornalistas para dar algumas voltas com eles no conhecido circuito da Fazenda Capuava. Só pra lembrar, a pista foi construída pelo falecido Alcides Diniz, que largou o ramo de supermercados no grupo Pão de Açúcar – vendendo sua parte no negócio – para se dedicar à sua maior paixão.

O tempo estava realmente fechado quando saímos de São Paulo. Chuva, frio e a expectativa de algo interessante, mas não tão veloz. Chegando à pista, pudemos observar dois modelos originais estacionados e, logo à frente, os pace cars, com direito a giroflex e luzes estrobo.

Inicialmente dei três voltas a bordo da versão de rua, mas equipada com transmissão manual. O modelo é bem interessante e tive uma boa impressão, mesmo estando longe de sua vocação original e do próprio público consumidor ao qual se destina. O câmbio tem engates precisos e a suspensão não reclama nas curvas.

Na seqüência veio a parte mais divertida. O pace car, além das modificações mecânicas já citadas, conta com cintos de segurança de cinco pontos da Sparco (na frente e atrás), bancos-concha e pedaleiras esportivas. Girando a chave o ronco também é muito mais instigante.

E logo de cara o modelo mostra sua vertente de competição. A turbina enche rápido e mantém o giro alto, novamente enfatizando o som do caracol em funcionamento. As relações de marcha permaneceram as mesmas, mas o Civic ficou bem mais esperto nas saídas de curva e na reta principal.

Após três voltas já tinha me acostumado bem com o comportamento dinâmico do carro. A pista da Capuava privilegia carros nessa faixa de potência. Aquele Porsche analisado por lá no mês de abril pedia mais asfalto para esticar os músculos. Para o Honda e seu acerto, estava perfeita.

A chuva começaria a cair um pouco mais tarde. E na pista toda. Nessa hora fiquei apenas observando algumas voltas rápidas dos pilotos e do pessoal do camera car. Bem que a marca japonesa podia fazer uma versão limitadíssima dessa máquina. Em breve trarei outro pace car para que os leitores apreciem sem moderação. Alguém arrisca um palpite?


123 respostas para “A bordo do Civic de 270 cavalos feito para ser o pace car da Indy em São Paulo”

  1. Sinatra disse:

    "Bem que a marca japonesa podia fazer uma versão limitadíssima dessa máquina."

    Fico me perguntando o porquê de nossos esportivos serem tão escassos. 270 cv num Civic é muito além de qualquer padrão de desempenho na categoria e, fora a questão de garantia, não vejo como possa ser tão abusivamente alta a diferença de um para o outro (e normas de emissão são rígidas lá fora, o que nunca impediu modelos de alta performance).
    Sempre tivemos uma boa saída para esportivos e carros de alta performance (não raro eles superam as expectativas de vendas). Será que falta coragem para as montadoras ou simplesmente é mais lucrativo continuar vendendo os modelos padrão frente ao lucro previsto para modelos mais "apimentados"?
    Ao que me parece, ao menos o Camaro tem feito muito bem como carro-imagem para a GM…

    • Paulo_Freire disse:

      "Sempre tivemos uma boa saída para esportivos e carros de alta performance (não raro eles superam as expectativas de vendas)" < Filho, em que país você está mesmo?

      • Lange disse:

        O Camaro tá aí pra quem quiser ver.
        Mesmo sendo um carro de aparência ele vende bastante por causa do "VeOitão" debaixo do capô.
        Aposto uma coletânea do Kenny G que se a Ford trouxesse o Mustang de forma oficial ia vender como água.

      • Sinatra disse:

        É só parar para observar. Versões esportivas, que por aqui sempre custaram fábulas, muito além das versões convencionais (muitas vezes sem qualquer justificativa para tanta diferença de preço), sempre tiveram boa saída, mesmo assim.
        Veja, por exemplo, as versões esportivas já dos nossos V8: Charger R/T e Maverick GT eram carros desproporcionais para nossos padrões de consumo e venderam muito bem em relação a suas versões convencionais, o mesmo se estende, por exemplo, ao Escort XR3 e Kadett Gsi, em especial nas versões conversíveis, carros caríssimos para a época mas que venderam muito bem, a ponto de se ver aos montes nas ruas ainda hoje.
        Nossos consumidores sempre esticaram os bolsos para comprar um carro esportivo ou de algum interesse especial (o Camaro é o exemplo atual disso; vendas acima do teto). Não vejo porque uma versão tupiniquim do Focus RS (da Ford que não se espere muito, por óbvio), ou um novo Gol GTi não tenham motivos para deslanchar.
        Esportivos completamente de boutique não contam (Ka sport, Meriva SS, etc).

        • Paulo_Freire disse:

          Tocou num ponto importante: esportivos de butique. Tipo Kadett GSi e Escort XR3, que de esportivos só tinham o visual e alguns adereços no acabamento. Charger R/T é um exemplo, usava o mesmo motor dos demais mas tinha um "tchan" a mais que pesava no fim.

          Aqui versão esportiva pouco importa, o que pesa mesmo é o visual, por isso o povão prefere um Vovorolla XRS que um Linea T-Jet, por exemplo, por isso o Escort XR3 vendia muito mesmo andando menos que a versão de entrada [na época do CHT], por isso preferiam um Gol GTi a um Santana, e por aí vai.

          Lembra do Tempra Turbo? Não? Plenamente justificável, afinal porque pagar a mais no Turbo se ele por fora é idêntico ao 16V? Porque levar um Bravo T-Jet se eu posso passar vergonha em um Cruzes Sport6? Aqui o que pesa é o visual e não o desempenho, se o Camaro viesse na versão V6 ele ainda sim venderia isso tudo que vende, afinal o que importa é andar de Transfomers, não é?

          O único que escapou disso foi o Marea Turbo, que durou até quase o fim de linha do modelo, superando o 1.8 e o 2.4.

          • Sinatra disse:

            Kadett Gsi (assim como Vectra de mesma nomeclatura) tinham desempenho maior do que suas versões normais, o mesmo vale para Escort XR3 Mk IV com motor 1.8, que na versão Fórmula contava inclusive com amortecedores de regulagem eletrônica. Charger e Maverick não apresentavam nenhuma alteração mecânica em relação às versões "à paisana", mas tinham desempenho e esportividade muito acima do que o mercado dispunha até então.
            Por óbvio que tudo dentro das proporções do mercado nacional, contexto que é ridículo de ter de ser explicado novamente.
            O que não se pode é confundir a existência de mercado para carros de maior desempenho com a mentalidade do comprador médio em geral (este segundo nem sequer está sendo abordado). Fato é que até pouco tempo contávamos com carros de bom desempenho e boa aceitação (até o Jetta 2.5, há pouco, que ainda figurava com vendas aceitáveis). Este mercado está cada vez mais esquecido.

          • ALFA_MOBILI disse:

            triste fato meu caro Sinatra, nosso mercado é um dos menos interessantes…

            quanto ao camarada acima, ele continua achando que Marea é "o único que presta", fanatismo pela fiat dá nisso mesmo.

          • Paulo_Freire disse:

            Volta para o seu Gol caixa com óleo mineral "mar baratu" e gasosa de posto sem bandeira, deixe os Marea para quem entende e gosta de carros ;)

          • ALFA_MOBILI disse:

            "deixe os Marea para quem entende e gosta de carros "

            é por isso que vc não tem um?

            <img src="http://2media.nowpublic.net/images//56/7d/567d4330074c3b1bfe5065581ea096db.jpg&quot; width="400">

          • Paulo_Freire disse:

            Uma coisa é querer ter, outra é poder ter.

            <img src=http://www.hiperativo.com/wp-content/uploads/2012/05/Yao-Ming-Meme-Face.png>

          • brunollo disse:

            Vende seu odiado Clio, então, e compra um Marea Amado (viu? nome e sobrenome). A grana dá e sobra um troquinho pra uma revisão.

          • Paulo_Freire disse:

            Se o Clio fosse meu, ela já tinha voado a 1 ano atrás.

          • Paulo_Freire disse:

            Se você acha que colocar o motor do carro maior no menor é esportividade… Lembre-se que o Escort com amortecedores eletrõnicos não foi bondade da Ford, e sim erro de projeto do carro que o deixava "bobo" em velocidade, tanto que depois o XR3 passou a adota-los. Quanto as banheiras, não dá para chama-las de "esportivos", lembre-se do que tinhamos na época: 147, Fusca/Brasília, Chevette, Corcel entre outras carniças, qualquer coisa podia ser chamada de esportiva com esse "nível", eles nada mais eram que esportivos de boutique, exatamente o que todo mundo abomina hoje.

            Sobre o Jetta, não vejo nenhum destaque, ele nunca foi grandes coisas em termos de vendas e chegou aqui com míseros 150 cvs em um tempo onde o Marea mesmo sem injeção direta gerava 160 com um projeto mais antigo [e um ronco mais bonito] e 142 com 400cc a menos.

          • ALFA_MOBILI disse:

            míseros 150cv? poucos sedãs concorrentes tinham esta mesma potência, sem falar que depois o mesmo teve 170cv no 2.5

          • Paulo_Freire disse:

            O 155 tinha 150 cvs… EM 1990!

          • Sinatra disse:

            E Camaro com motor V8 é bondade da GM, né? Engraçado que você quer pintar a Fiat como a fabricante dos melhores esportivos mas esquece de que seus carros maiores sempre foram ruins de mercado, ainda mais quando se coloca nessa receita o turbocompressor, equipamento que pela própria complexidade e altos custos sempre tendeu a ser rejeitado por aqui, realidade que só tem dado sinais de mudança ultimamente.
            Aliás, quantos Escort XR3 você guiou para falar com propriedade? Eu já acelerei um 1.8 '90 e abusei em curvas (inclusive sem amortecedores eletrônicos) e pude comparar com o Focus Mk I (que é referência em acerto de suspensão) e francamente achei o acerto do Escort excelente e a sensação de velocidade nele é muito confortável, bem condizente com uma tocada mais esportiva. Agora se você vem aqui e fala um monte de baboseira sobre o carro porque "acha" ou leu no N.A, lamento, mas você está sendo tão bitolado quanto o "todo mundo", um mero repetidor de opiniões alheias.
            Aliás, quantos Pony nacionais você guiou para dizer que o carro não tem um comportamento jovial, esportivo? Só falta você vir aqui com os números de potência líquida do carro e querer comparar com carros comuns, apontando que "até modelo tal tem essa potência", ignorando tudo o mais que entra na receita de um esportivo, exatamente como você tem feito com essa comparação esdrúxula de potência no seu último parágrafo.
            Você fala demais, mas faz de menos. Nem Fiat você tem e quer defender a marca como se fosse sua mãe, então porque acha que sua opinião sobre o acerto de suspensão do XR3 que você tanto critica deve ser levado a sério? Depois que te perguntam porque não tem carro X ou da marca Y (tamanha a papagaiada que você faz) e aí vem com um "ah, mas é para quem pode né?", como se isso fosse justificativa para sua pedância.
            Você desdenha o que nunca experimentou, defende aquilo que jamais colocou as mãos, fala como se já tivesse tido experiência com todos esses carros mas na real fica catando milho técnico por aí para simplesmente defender suas preferências e criticar seus desafetos sem o mínimo compromisso com a realidade.
            Vá dormir, Paulinho, ou melhor, vá fazer algo de útil ao invés de ficar por aí chorando e papagaiando a opinião alheia.

          • Lange disse:

            Mas ainda acho que a Fiat é a melhor aposta no mercado nacional ATUAL na questão de esportivos, tanto de visual quanto de performance.
            O T-Jet equipa Punto, Linea e Bravo. Temos as versões Sporting (tá, eu sei…), mas ainda temos.
            Não sei se o preço de um Turbo elevaria tanto o custo final de outros carros, afinal é uma opção rápida e não tão custosa pra equipar um carro.
            Um Focus Turbo seria uma linda opção no mercado.

          • Sinatra disse:

            Tributário não é minha área, mas sei que até pouco tempo os carros com mais de 127 cavalos estavam submetidos a uma alíquota de IPI de 35% contra 17% por cento aplicados aos carros com limite máximo neste número de pocotós. Por aí já dá para ter uma idéia dos incentivos.
            Talvez o critério comece a ficar absurdo na conjugação de valores que este “upgrade” de categoria venha a gerar. Fora os valores de peças acessórias que vem a ser necessárias (uma coisa que não se pode deixar escapar é o dimensionamento mais preciso dos sistemas para determinado uso hoje em dia: Maior potência = redimensionamento de quase tudo). Nova transmissão, novos freios, nova suspensão, e por aí vai.
            Eu fico impressionado com o quão baixo é o valor de um kit turbo “aftermarket” por aí, que algumas vezes fica até abaixo de R$ 2.000,00 reais (o que não é nada para o expressivo ganho de potência), mas infelizmente a lógica muda quando falamos de algo que deve ser homologado para grande escala.

          • Sinatra disse:

            PS: Ainda acho que poderiam ser mais interessantes os carros extremamente leves com motores advindos de seus irmãos maiores. Um Celta com motor 1.4 recalibrado (ou 1.8, porque não), readotando a barra estabilizadora e mantendo as molas atuais (com redução da altura em uns 5 centímetros), com freios do Prisma e bancos especiais e transmissão um pouco mais longa já seria um ótimo brinquedo utilizando quase que somente peças de linha, sem explodir as barreiras tributárias e poderia até ser vendido a um preço “realista”.
            O mesmo vale para a maioria dos compactos, talvez alguns centímetros cúbicos a mais de deslocamento e um melhor acerto de suspensão e transmissão já deem base para um projeto mais realista. Com pouco peso, todos os sistemas não precisam de superdimensionamento tão pouco cavalaria “de sobra”.
            Há uma matéria do Bob Sharp no AE sobre a preparação de uma Parati para a polícia que utiliza um somatório de pequenas mudanças (tudo com peça de prateleira) rendendo um ótimo resultado.

          • Paulo_Freire disse:

            Só por abrir a boca para falar que os Ponys tinham um comportamento jovial já mostra o seu nivel. Levar um XR3 ao limite? 90? Faz-me o favor! O Escort que vinha com amortecedores eletronicos era o modelo novo, idêntico ao europeu que mudou até a suspensão traseira, por aí eu já tiro o quão você manja.

            Se você é burro a ponto de não saber que um motor turbo tem que receber óleo sintético, trocas em no maximo 8 mil kms e revisão periódica no turbo, melhor ficar com os pseudos esportivos nacionais mesmo, é bem o que você merece!

            Só para você se tocar, senhor "eu sou o bichão mas não sou nada ao mesmo tempo", o Civic VTi custava o mesmo que um XR3 na época, oferecendo um mundo a mais em tudo que você quiser, até em custo de manutenção e confiabilidade.

            Além do mais, eu busco na internet para ter base para falar, não adianta eu dizer que carro "x" tem um excelente ajuste de suspensão se eu não tenho como provar com relatos de donos/revistas, o que você tem? A sua "experiência" que não vale nada em uma discussão se você não tiver como provar, ou você acha que aqui é que nem sua casa, onde você diz o que quer e os outros aceitam sem questionar? SE LIGA!

            Quer dizer que eu preciso ter uma Ferrari para defender uma? Não fala idiotisse, por favor, eu não estou aqui para escutar falácias… Volte quando tiver base para falar de alguma coisa.

          • Sinatra disse:

            <img src="http://i487.photobucket.com/albums/rr231/gabriel_maiaxr3/xr3formula-1.jpg"&gt;
            Não sei se já ouviu falar. Mas como voê é o pesquisador, vá lá e dê um molhada.
            Você deve saber bem pelos turbos que tem né? Risível. Informação forista bem típica. Como eu disse, você vai louquinho para catar milho técnico e soltar.
            Quer ver como você é burro? Falei do turbocompressor como equipamento complexo diante da realdiade de mercado e você vem me dizer que "precisa de trocar de óleo em período X com óleo do tipo Y" e como – você presume – eu "não sei disso, não sou digno de ter um 'maravilhoso turbão da fiat'", informação completamente descontextualizada com o apontado, acerca da realidade de mercado em que esses motores vieram ao mercado, com mão de obra especializada escassa e cara. Por óbvio que a aceitação não seria grande de cara. Interpretação de texto faz bem.

          • Sinatra disse:

            Você só busca na internet, SÓ, e não tem critério nenhum senão aquela opinião que é mais favorável ao seu entendimento, por puro clamor a marca ou modelo de sua preferência. Isso e nada é a mesma coisa. Falácias arrotadas na maior arrogância.
            Pois olhe, prefiro contar com a minha experiência do com a sua de pesquisa em NA, wikipedia e forums de temas específicos onde a informação é sempre precisa e correta, pois lá, como na maior parte dos ambientes livres qualquer informativo fica a merce de distorções de fanáticos mongolóides como você.
            Como você (não) deve saber, para emitir opiniões subjetivas, só mesmo com experiência pessoal.
            Aliás, me conte como vão os discos que você empenou no Clio e como está seu Fiat? Porque para quem é o pesquisador bom da boca, falar mal de um carrinho simples como o Clio, só pode mesmo ser completa incompetência para manter. E ainda quer falar do "turbão"…

          • Sinatra disse:

            "Só por abrir a boca para falar que os Ponys tinham um comportamento jovial já mostra o seu nivel."

            Pois é, nível prático ;)

          • dudaoklein disse:

            Não concordo. Claro que não se pode considerar os exemplos como verdadeiros esportivos, mas o visual não era seu único diferencial. No Kadett GSi tinha motor 16 V, coletor e escape diferenciados, injeção eletrônica especial, suspensão regulável, bancos Recaro, pedais "curtos"….

          • Marcos disse:

            Kadett GSI nunca teve cabeçote 16V por aqui. Mesmo assim ele era um carro bem diferente dos outros Kadett, principalmente na parte de acerto de suspensão. Aliás, a suspensão traseira podia vir amortecedores pneumáticos de fábrica, podendo ser "calibrados" em qualquer posto. E por incrível que pareça, não é tão difícil achar um desses hoje.
            A maioria dos esportivos derivados de compactos dos anos 80 e 90 realmente eram esportivos, indo desde o XR3 com o CHT Fórmula com comando e carburador diferentes até o GTI 16V, que era praticamente um outro carro em relação aos outros Gol, com motor, transmissão, freios e suspensão próprios.

          • Paulo_Freire disse:

            Queria saber o que era esse "bem diferente". Uma suspensão levemente rebaixada, freios revistos [eu disse "revistos", não "mudados"] e cambio ligeiramente mais curto que os demais, de resto só usava o motor do Monza para ainda sim ser mas lento que o GTi mesmo sendo aerodinamicamente melhor.

            "suspensão regulável" my eggs, ela era na traseira somente e só era usada para, em caso de carga, poder ser elevada novamente, coisa que a Ipanema também tinha e nem por isso era esportiva. E o que Escort XR3 tinha de esportivo? Amortecedores que eram vitais ao desempenho do carro? Por favor… Hatch esportivo não-turbo só tivemos mesmo o Tipo Sedicivalvole, que apesar de usar o mesmo motor do Tempra, tinha mais pot~encia [136 x 127] e disco nas 4 rodas com ABS e mesmo assim não era nenhum salvador da pátria, apenas fazia bem o que lhe era exigido.

            O GTi era um Gol vagabundo com bancos Recaro e motor de Santana, com uma suspensão mais dura com o mesmo cambio dos outros Gols apenas com relações mais curtas e pintura mais fresca, para valer o absurdo a mais ficando mais caro até mesmo que o próprio Santana excerto na versão Executive [outra vergonha]. ESSES são os nossos "esportivos", enquanto na Europa tinham o GTi de verdade, aqui tinha uma Grande Tartaruga injetada que levava benga até mesmo do Golzin…

          • lucasfs87 disse:

            viva a Fiat!!

          • Gadernal_GT disse:

            FiatBoy…se o cambio tem relações mais curtas…é OUTRO CAMBIO NÉ? Do PV pro PX muda muito, pro PVB ou PVS então…nem se fala

          • Paulo_Freire disse:

            Mudar 5% das relações não quer dizer um cambio novo!

          • Filipe_GTS disse:

            Pô cara, ta viajando. O GTS muda muito. Bancos Recaro são uma puta diferença. Caixa curta muda tudo na dirigibilidade. Comando "nervoso" também é outros 500. Escape mais aberto, outra grande mudança. Sem falar que meter motor de Santana num Golzinho é o bixo, não acha? Se metessem motor de Jetta no nosso Gol G5 dava um foguete… Só que, claro, hoje 8 válvulas é antiquado, tinha de ser um 1.4T 16v.

          • Paulo_Freire disse:

            Cara, mudava muito pouco se quer saber, um amigo de meu pai tem um GTS com bancos Recaro e tudo que ele comprou em Brasília, eu andei no carro e te digo: a arrancada é boa mas só, a aerodinâmica começa a pesar e aí já viu. Fora que um motor grande na frente não ajuda muito no comportamento dinâmico, ainda mais em um carro com a traseira leve como o Gol.

          • LeonardoXR3 disse:

            Só uma pequena correção, caro Paulo. O Escort XR3 não era esportivo de boutique como os pseudo esportivos de hoje e não andava atrás das versões de entrada, apesar de ser mais pesado por causa dos equipamentos que tinha a mais. Além das diferenciações estéticas, ele tinha várias modificações mecânicas que o diferenciavam das demais versoes do Escort, melhorando seu desempenho e comportamento dinâmico (tanto o com motor CHT como com motor AP). Entre as alterações que não haviam nas outras versões, o XR3 tinha molas progressivas na suspensão, barra estabilizadora traseira (modelos MK3 e MK4), barra estabilizadora dianteira de maior diâmetro, amortecedores pressurizados a nitrogenio (e com controle eletronico na série Fórmula), comando de válvulas mais "bravo" , calibragem diferenciada do carburador, cabeçote com válvulas de diâmetro maior no motor CHT, entre outras. O motor CHT tinha cerca de 12 cv a mais que as versões mais simples do Escort e o motor AP tinha cerca de 15 cv a mais que as demais versões. Nessa boa época a Ford (assim como a VW com GT, GTS e GTI) diferenciava sim seus esportivos dos demais modelos da gama. Quanto ao Kadett GSI não sei informar, mas o Escort era sim diferente dos demais, e para bem melhor. Abração!

    • ubiratamuniz disse:

      Simples, eles vendem o que compensa em escala. Se a escala é muito pequena, não compensa, não vendem.

  2. vini_c_a disse:

    Será um corvette série especial oficial pace car preto e cinza!

  3. sky_phobos disse:

    Cara, não é por nada nao, mas o Pace Car deveria ser um Camaro.

  4. Só digo uma coisa .. voltem a vender o Si com a mesma potencia desse aí !

  5. Tomás disse:

    Porque sempre falam do filtro esportivo? Faz tanta diferença a ponto ser ser mencionado sempre que se comentam alguns detalhes sobre a preparação de um carro?
    Acredito que se fosse realmente vantajoso, já sairia de fábrica.

    • Sergin162 disse:

      Em turbinados faz uma diferença boa sim. A questao de nao sair de fabrica eh que quem hoje esta disposto a lavar e deixar secar por um dia à sombra o filtro a cada 10.000km ? O filtro esportivo é na verdade um filtro de algodao (os convencionais sao de papel) e nao sao descartaveis, mas precisam ser lavados periodicamente (ao inves de trocar, lavar). Agora me diz: aquele tiosinho de 70 anos ou a madame vao se programar pra ficarem um dia sem carro e lavar o filtro a cada 6 meses ? Muitas vezes nao sabem nem abrir o capo do carro…

    • Murilo Rizzi disse:

      Filtro esportivo em carro original não tem muita diferença, pois o filtro original foi projetado para aquela quantidade de fluxo de ar
      Em um carro com modificações no motor, o filtro original impede que entre a quantidade de ar necessária, fazendo um "gargalo"

      • Filipe_GTS disse:

        Boa explicação. O original (em motor modificado) restringe a entrada de ar.
        Se o sujeito instalar um esportivo num Celta 1.0 VHCE original a única coisa que ele vai ganhar é menos durabilidade pela entrada de particulas de sujeira no motor….

        • Gadernal_GT disse:

          Mas se for: passe no cabeçote pra subir a taxa e esquecer a gasolina de vez, reprogramação da injeção(ponto e injeção de comb), filtro com duto(CAI), coletor de escape tubular 4x2x1 com menor restrição e curvas, retrabalho da borboleta de admissão e um bom comando+polia.
          Melhora alguma coisinha?

    • samucaSDMF disse:

      Que eu saiba o filtro esportivo muda a dinâmica com que o ar entra no sistema de injeção,facilitando a passagem do ar,mas em contrapartida quanto mais ar entra mais combustível entra junto aumentando o consumo,o que num carro pra uso normal não é muito vantajoso.Além de possivelmente entrar mais impurezas junto devido ao filtro ser menos restritivo e também deve custar mais.

      • Filipe_GTS disse:

        Só lembrando: às vezes um filtro esportivo mal instalado (muito perto do motor) pode admitir ar mais quente do que o filtro original (geralmente com duto lá na grade dianteira), perdendo eficiência!

        • Gadernal_GT disse:

          fácil: faz um airbox pra isolar o filtro, com essa caixa saindo por um buraco no capô(shaker hood) com uma captação direta externa.
          Pro capô: guarda o original e coloca um de fibra já cortado, com travas externas e rake

  6. Paulo_Freire disse:

    Quais foram os Pace Cars que tivemos depois do Tempra?

  7. Daniel Oda disse:

    Queria saber o que era a mensagem de aviso com a luz do motor acesa enquanto estava sendo pilotado.
    Será que não conseguiram adaptar o computador do carro com as alterações mecânicas?
    Melhor mesmo seria se tivessem feito isso com a versão automática com paddle shifter que o civic tem, é outra sensação de dirigir.

  8. Oque o Civic Si Deveria Ser…

  9. Lange disse:

    Me lembrou, bastante, o Civic Mugen RR.
    JDM ao seu melhor.
    <img width="600" src="http://www.maxrev.de/files/2010/08/mugen_rr_honda_civic.jpg"&gt;

    Pro próximo Pace, eu chuto o Camaro conversível branco/laranja da Indy 500.

  10. Filipe_GTS disse:

    Show de bola, adorei esse carro. E olha que essas modificações nem devem ter saído caro, pois o 'miolo' do motor é original.
    Há excelentes preparadores no Brasil (nas capitais, principalmente) que montam motores preparados com excelência, sem quebras, com peças originais / importadas, etc.
    O problema é a dificuldade de regularização, mas é só saber usar.
    Claro que a durabilidade cai, mas se esse Civic tivesse uns 230cv (+- 170cv nas rodas) seria uma ótima potência e muito confiável pra rodar diariamente e viajar…
    Há Veloster turbo, i30 turbo, motores E.torq turbo, os caras são muito atualizados e fazem de tudo. Um Gol 1.6 VHT 8v pode facilmente chegar aos 170~180cv com durabilidade.
    Claro que os serviços são caros, não é como um "kit turbo completo para AP por R$ 1.989,90", falamos de R$ 10.000+ pra uma preparação de ponta. Já vi muitos casos de carros 0km indo preparar o motor com plásticos nos bancos…

  11. madeinstefano disse:

    Deviam trazer o Si coupé pro Brasil, só isso já me deixava feliz.

  12. lukinhas disse:

    vontade de dar uma volta nessa pista hehe

    quando eu estudava passava todo dia na frente da suspentecnica, sempre vias uns carros legais por la!

  13. HiltonSa disse:

    Tô meio por fora, mas de 140cv para 270cv, não precisaria dar uma reforçada nas bielas, cilindros, etc? A VW com o 1.0 turbo do gol, mudou muita coisa por dentro para aumentar a durabilidade e mesmo assim, é fácil encontrar um na oficina, ou indo prá lá.. claro que os que quebram é que os donos aumentaram muito a pressão do turbo…

    • thiagoelero disse:

      Concerteza precisaria de uma equação das peças do motor, mais ja que usaram por poucos quilometros pelo jeito nao teve a nescessidade.
      e sobre o Gol turbo, o problema na verdade são os donos, ja que a utilização e manutenção requer um cuidado maior, por exemplo muitos usavam o mesmo tipo de oleo do gol original, que na verdade ha a necessidade de um oleo especifico e com trocas num periodo menor, e tambem a manutencao da turbina, fora tambem os "boyzinhus" que adoram "fuça" no motor sem o conhecimento nescessario.

    • azardo disse:

      Tenho um amigo que tinha uma Parati com o mesmo motor, e durante anos nós íamos pra tudo quanto é lugar com ela, acelerando tudo o que dava e nunca vi ele reclamar. Mas uma coisa que ele não era era relaxado com o carro.

    • ALFA_MOBILI disse:

      os que quebram são os famosos treskilimei hehe

    • Fla3D disse:

      O que quebrava era o vvt, não era culpa do turbo.

      • Gadernal_GT disse:

        agora ví alguem que entende! Falou certissimo man, era isso mesmo que rolava.

      • HiltonSa disse:

        O que que é esse vvt. To a fim de trocar o GSi num golzinho turbo…

        • Filipe_GTS disse:

          Eu só compraria um Gol Turbo 16v se estivesse com o motor fudido e custando barato. Coisa de R$ 14mil, pra refazer o motor inteiro. A VVT custa caro, a turbina original custa caro, sensores custam caro… Carro 2001 não existe "em bom estado", a não ser que seja relíquia.

    • Gadernal_GT disse:

      Lembrando que: Gol Turbo chega-se a 130HP sem muita dor de cabeça(nem pra fazer nem manter)

      • LucasDieki disse:

        o problema do 1.0T era exatamente a quebra da polia do variador de fase do comando de válvulas. O conserto passa das três mil dilmas. Aparentemente a peça não foi desenvolvida o suficiente, no ato do lançamento. Dessa forma, a VW que tinha um motor maravilhoso nas mãos, atrasou tecnologicamente o país em 10 anos, pois se o 1,0T tivesse sido um sucesso, aliando o excelente desempenho (superior ao 2 litros stock) à confiabilidade que se espera de um VW (que hoje não se verifica), hoje poderíamos ter motores turbo em todas as grandes marcas e em carros de entrada (quem sabe até um ecoboost perdido por aqui).

        Acho que outra coisa que aconteceu foi a quantidade de motores desse tipo modificados, que derrubou o valor de revenda dos carros equipados com esse motor, bem como a necessidade de manutenção adequada (o Brasil é o país dos cupins de ferro, que odeiam fazer manutenção regular nos seus motores e adoram reclamar da durabilidade deles).

        • Gadernal_GT disse:

          A manha é mandar essa polia pro inferno, dar um up na turbina(rotor\eixo), intercooler melhor\maior, reprogramação da injeção(ou instalação de uma FuelTech), passe no cabeçote pra subir a compressão e jogar alcool, cabos\velas\bobina(s), aumento(leve) na pressão do turbo…já vem 130hp, com um trabalho mais pesado de cabeçote e comandos já vem mais de 150, se abrir pra 1.4 então…é pra lá de 190hp
          Esse motorzinho é bom!

          • Filipe_GTS disse:

            "up na turbina" seria retífica? não adianta, é igual comprar amortecedor/embreagem recondicionados.

          • Gadernal_GT disse:

            não man, turbina um pouco maior, com coletor de escape melhor e dutos de saida do cabeçote com largura igual ao coletor. Pra aumentar a pressão, o fluxo geral e reduzir a backpresure e não ter lag mesmo com um turbo um pouco maior

        • Gadernal_GT disse:

          Vc já ouviu falar da hagada da Ford no Fiesta SC, de que colocando a borboleta ANTES do compressor para aquele assovio chato na admissão e vem até mais pressão nos cilindros gerando mais potencia e torque, só com essa alteração. Sabe se procede essa informação?

  14. thiagoelero disse:

    Certeza que é o Camaro Safety Car da Stock Car

  15. devaneios disse:

    A Honda tinha que tomar vergonha e trazer o Civic Si coupé para o Brasil, mesmo que importado, tem bastante mercado para este carro aqui, mesmo custando 110 mil.

  16. belo Honda. Gostaria que o próximo pace car fosse o corvette 427 conversível da etapa de Detroit da Indy desse ano, esse vette é lindo.

  17. ALFA_MOBILI disse:

    pace car da F1? algum Mercedes AMG Bellote? hehe

  18. arthurprs disse:

    Entrei como ##### na mão pensando que o motor tava pegando 12k de giro .-.

  19. Eduardo_Br disse:

    Que pena o SI não estar mais entre nós, não entendo como pôde ser esquecido assim.
    Carro aspirado de alto desempenho para nossos padrões. Por menos de 100 mil ele passava a impressão de ser um carro de verdade. O que temos hoje em dia no lugar dele ? 0km acho que nada.

  20. MPeters disse:

    Por que acabaram com o Civic Si, por que?

    Bem que o próximo pace car poderia ser a BMW M3 do CBGT ou a Mercedes SLS AMG do MB Grand Challenge.

  21. D_Titato disse:

    belo trabalho da way. desde 2001 os motores "civilizados" do civic não rendem muito em preparação (D17 e R18) pelo o que já li. conseguiram tirar leite de pedra, então meus parabéns
    uma pena que o si não é mais vendido no brasil. acabaram-se as fontes de k20 pra swap hahahaha

  22. MalCypresSHiLL disse:

    Poderiam ter melhorado essa cavalaria ae, ja que o carro nao vai ser usado pra track days…
    Quando turbinei meu civic ele foi pra 280cv com apenas 0,4kg, pena que quando passei pra 0,75kg nao passei no dino…

  23. LucasDieki disse:

    e os motores de CR-V?

  24. brunollo disse:

    Vende seu odiado Clio e compra um Marea Amado (nome e sobrenome) então. Deve sobrar troco ainda pra dar uma revisão.

  25. Paulo Roberto - MG disse:

    Sobre o pace car do próximo teste, entro na brincadeira e chuto o Tempra.

  26. hugogyn94 disse:

    Aff eu prefiro chevy camaro virasse pace car e ganhar 511 cv ai setia show de bola.

  27. Gadernal_GT disse:

    Dizem que tb tem esse vacilo de o compressor mandar ar pra borboleta, que gera maior turbulencia(ruim), prende o fluxo(gargalo) e obriga o motor do trottle body trabalhar "forçado" por causa da pressão na borboleta.
    Aí só fazer um plate pra entrada do charger e montar o TB e no local onde ele ficava anteriormente é só dar continuidade ao duto com um magote de turbo que ele(só com isso) já ganha uns 5hp, fora a troca do Eaton por um um pouco maior, compressão mais alta e reprogramação da injeção pra trabalhar no alcool…aí vem bem mais.

  28. Gadernal_GT disse:

    é que 1.nada não tem torque mesmo, e com o alivio do volante vc ainda perde em torque inercial, não é uma boa nesses motores pequenos.
    Pois é…lembrei que não dá pra aumentar a taxa dos VHCE sem ter que fazer cavas nos pistões pra não atropelar as valvulas! O.o

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