19 de Junho de 2013
Troller T5 - Paris Dakar 2001

A história do título mundial conquistado por um jipe brasileiro – parte 1

Por - Andre Fiori - 21 mai, 2012 - 23:19

61 Comentários

Pouca gente sabe (ou lembra), mas onze anos atrás a Troller se tornava campeã mundial de rally cross-country. Para relembrar a história em detalhes, fomos atrás dos homens e das máquinas que protagonizaram essa conquista da audácia nacional.

A história da Troller começa em 1994, no Ceará. Em 1997, o jipe então chamado de RF Sport entrou em produção seriada, sempre tendo as competições como chamariz técnico e comercial. O projeto apresentou bom desempenho off-road nas provas locais, mas para encarar provas internacionais seria necessário substituir os inadequados motores AP 1.8 e 2.0.

Em pleno rali Dakar-Cairo de 2000 (uma das variações do Paris-Dakar original) quatro Trollers usando o motor 4.2 V6 da Ford Ranger foram levados ao deserto. “Havia uma brincadeira (sobre quantos chegariam ao final). No fim, quando chegaram os quatro às pirâmides, foi uma festa. Ninguém acreditava que um Troller iria fazer o rali e completá-lo – não só um, mas os quatro”. Quem diz isso é o navegador Alberto Fadigatti, cujo veículo guiado por Reinaldo Varela chegaria ao destino sem ele na planilha, devido a um acidente no trecho entre Waha e Khofra na Líbia sofrido em 19 de janeiro, a dois dias de terminar a corrida.

“Faltavam uns 400 quilômetros para chegar, meu carro caiu nas dunas e quebrei a coluna. Trincou três vértebras: T5, T6 e T7. Esmaguei as cartilagens intermediárias”, conta Alberto, lembrando que para facilitar o manuseio do rodoar daquele veículo, seu cinto de segurança estava mais frouxo. “Tomei aquela chicotada de 2, 3 centímetros. Fiquei seis meses imobilizado na cama”. Aquele havia sido um dia de muitos acidentes nas dunas com outros pilotos.

Levado ao Cairo e posteriormente para Barcelona, Fadigatti só voltaria a andar em pé em junho daquele ano. “Quando voltei ao Brasil, já estava em uma situação de coluna solidificada”, conta. Foi época mais mental do que física, em que se arquitetava o futuro próximo. “Fui com o Varela fazer o Rally dos Sertões usando colete de aço”, relata sobre a edição dos Sertões vencida por eles em 2000.

Com isso, o ambiente ficava ainda mais propício ao anúncio feito em 18 de dezembro do mesmo ano: haveria uma equipe brasileira concorrendo no Mundial de Rally Cross-Country da FIA do ano seguinte. “A ideia surgiu para ver como era. Vimos que não era um bicho de sete cabeças”, conta Reinaldo Varela.

A edição de 2001 do rali Dakar foi a última a partir de Paris. A Troller alinhou um único modelo T5, versão competitiva do T4, preparado para se enquadrar na categoria T3.2 para veículos a diesel com tração 4X4 e preparação livre. Sob a aparência de um jipe cearense com capota rígida, escondia-se algo pensado para concorrer com os Toyotas e Nissans da categoria. No cofre, um motor MWM 4.07 derivado do usado em série, mas com mudanças: dos 114 cv a 3.200 rpm e 32,7 kgmf a 1.800 rpm originais, no ralizeiro esses valores iam para 153 cv a 3.600 rpm e 37 kgmf desde os 1.600 rpm. “Tinha um belo torque, mas para empurrar aqueles 2.500 kg, precisava de um motor forte”, conta Fadigatti.

Mesmo aliviado de vários componentes de produção, o jipe de corrida ficou mais pesado que um modelo de rua. Havia algumas mudanças importantes. A primeira, já testada em 2000, foi um aumento do número de camadas de fibra de vidro na laminação, de três para seis. “Você podia subir nele e pular que não acontecia nada, parecia um concreto”, relembra o navegador, acrescentando detalhes sobre a competência da solução. “Quando capotei e caí de barriga para cima, o carro não fez nada, nem arranhou. Desvirou e o Varela foi embora”.

Mais peso seria jogado na parte traseira, com o espaço original de um banco traseiro sendo ocupado por um tanque de borracha para 400 litros de diesel e dois estepes. Devido às dimensões do T5, o máximo que sobrava de espaço para era dividido em duas bolsas para piloto e navegador, água e alguma comida.

Na tração foram usadas peças das prateleiras da Eaton e da Dana, como diferenciais 44, bastante conhecidos e com diversas peças de preparação, mais o sistema de bloqueio Hydra-Lok, igual ao da segunda geração do Jeep Grand Cherokee de segunda geração. Outras peças eram reforçadas. “Estávamos andando com um tanque de guerra. A manga de eixo, em vez de ter 2 polegadas, tinha quatro”, conta Fadigatti.

Devido ao alto peso, optou-se por uma estratégia de alta regularidade. “A gente chegava a andar a 170 km/h com ele. Ele não dava 215 km/h, mas 170 km/h dava do começo ao fim”, diz o navegador. Varela é mais conservador na estimativa: “o carro não era tão forte. A gente andava a 140 km/h”. Favorecia também o tipo de prova, que estimulava poupar o equipamento.

Foi essa a estratégia adotada pela dupla no Paris-Dakar de 2001. A prova, com largada em 1º de janeiro, tinha 21 dias de duração. Uma das preocupações estava na falta de peças de reposição, agravada por também não haver peças intercambiáveis com outros modelos. O trecho difícil foi o marroquino. “Tem uma brincadeira de que Deus, quando fez o mundo, jogou o entulho no Marrocos. Só tem pedra, não tem estrada. Pedra grande, pedra pequena, tem vezes que você anda a 20 km/h”, conta Fadigatti. Naquele país, em 5 de janeiro, o Troller com o número 251 estava em 33º lugar no geral acumulado do Paris-Dakar, 39º na etapa daquele dia. Nos dias seguintes, entrando na Mauritânia, iriam cair na classificação para evitar possíveis danos.

A postura conservadora mudaria um pouco ao entrar nas dunas. A subida nas tabelas aconteceu em 11 de janeiro, com a dupla indo para o segundo lugar na categoria a diesel e para o 27º lugar no geral, atrás dos belgas Joost Van Cawenberge e Marc Devos a bordo do Toyota número 250. A vice-liderança seria mantida pelos brasileiros até o fim da prova, apenas subindo progressivamente na classificação do geral. Eles cruzariam a linha de chegada em Dakar após percorrer os 10.739 quilômetros em 101 horas, 16 minutos e 19 segundos, chegando em 22º lugar no geral do rali, que se encerrou em 21 de janeiro.

Com o bom resultado no deserto, os preparativos agora eram para o Baja Italia, dali a dois meses. Para a equipe a logística facilitava, uma vez que a maior parte dos trabalhos se concentrava em Portugal. O Troller iria de carreta para Pordenone, onde a prova é disputada em trajeto que vai até Bibione, ambas as cidades nas cercanias de Veneza. “Se quebro em Pordenone, vou me virar bem com meu italiano, comer queijo, vinho. No deserto não, vou morrer de fome”, brinca Fadigatti.

Essa prova também era mais curta, com 800 km e dividida entre os dias 15 e 18 de março, correndo em leito de rio. “É um leito seco, de água de degelo. Quando chove, tem de desviar. E na época, choveu que vou te falar”, relembra Varela.

Na primeira etapa, o Troller chegou em terceiro na categoria e 11º no geral, saindo do 32º lugar. Naquela ocasião, manifestaram-se problemas no freio, algo que perseguiria o Troller durante todo o Mundial. Na Itália, travavam os freios traseiros. No segundo dia, o problema foi pior, com a barra de direção quebrando a 30 quilômetros do fim da etapa e obrigando a dupla a ir lento até o fim, custando uma posição na categoria, ainda assim chegando em 19º no geral.

Na navegação, problemas nos instrumentos. “Quebraram os cabos do totem (hodômetro mecânico que ajuda a situar os dados da planilha). Naveguei no visual até chegar ao apoio para trocar o cabo”, conta Fadigatti, acostumado a fazer navegação com poucos instrumentos.

Na categoria diesel, os vencedores da prova foram os franceses Gerard Marcy e Jean Paul Cottret, a bordo de um Toyota. Após o resultado, as atenções iriam se concentrar para o período entre os dias 30 de março e 2 de abril, quando seria disputado o rali da Tunísia.

… continua no próximo capítulo

Fotos: cortesia de Walther Neto


61 respostas para “A história do título mundial conquistado por um jipe brasileiro – parte 1”

  1. The Wheelman disse:

    Demais a história, fico imaginando o sufoco e ao mesmo tempo as alegrias que esses caras passam nos rallies… Deve ser muito divertido Rally… No aguardo da parte 2!

  2. Giovanefortuna disse:

    Troller é uma máquina de fazer sorrisos :D

  3. Cássio Luis disse:

    Finalmente uma Marca Brasileira de Carro, Marcando no Pedaço dos Rallys

    • Gadernal_GT disse:

      Agora eh estadunidense, a Ford comprou

      • pcastilho2000 disse:

        Não é porque a Tata foi comprada pela JLR que ela deixou de ser indiana, entre outros exemplos.

        • Sky R32 disse:

          Não foi o contrário? A Tata que comprou a Jaguar e Land Rover

          • pcastilho2000 disse:

            Sim, o contrário, a Jaguar e a LR não viraram indianas só porque foram compradas, tenho raiva dessas confusões de conveniência.

            A Volvo não virou chinesa porque fi comprada pela Geely, etc.

            Alguém tem notícia da SAAB? O prazo pra ofertas foi até 30 de abril…

          • Sky R32 disse:

            Concordo contigo, a Lamborghini por ex não deixou se ser italiana após ser comprada por um grupo alemão

          • Guto Bahiense disse:

            discordo. carros sem muitas variações no design, os lambos estão muito parecidos, e motores audi. pra mim a lambo agora é germânica. apesar da grande melhora em seus produtos

  4. CarlosACBarreto disse:

    <img src="http://29.media.tumblr.com/tumblr_lltzgnHi5F1qzib3wo1_400.jpg"&gt;

    Orgulho de fazer parte da família Troller. xD

  5. LeoContesini disse:

    “Faltavam uns 400 quilômetros para chegar, meu carro caiu nas dunas e quebrei a coluna. Trincou três vértebras: T5, T6 e T7.

    Mas o T4 continuou inteiro!

      • Hos_Delgado disse:

        O nome do carro faz juz, Troller né?

        EOUEHEOUEOUEUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUOUOEHOUEHEUO

    • PumaGTO disse:

      engraçado que tem gente que pensa que o Troller é frágil porque é feito de fibra de vidro… Já viu um acidente entre um carro normal e um Troller? Já vi uma Pajeiro TR4 sair com para-choque e capô amassados enquanto o Troller saiu com uma lanterna trincada. E só…

      • Jr_Jr disse:

        Não sei se o que vou falar é correto, mas talvez essa rigidez demasiada seja um problema, levando em conta que o uso seja mais severo (senão rallies mas estradas bem pesadas nos fds), pode ser prejudicial ao motorista, assim como demonstrado no post da evolução da segurança na F1 (exemplificado pelo acidente do Senna). Pois a rigidez conserva a lata, mas passa toda a força da batida para o piloto.
        Se eu falei besteira alguém me corrige.

        Em tempo: Acho show a Troller, mas infelizmente com meus 1.95m se torna impraticável.

      • CarlosACBarreto disse:

        Rpz, se brincar, esse farol já estava trincado antes. xD

        É um problema crônico dos trollers, o farol quebra sozinho. Dono de troller já sabe, todo ano troca pelo menos 2 farois. E os de milha tbm. A mulher do setor de peças da loja Troller de Recife me falou que já aconteceu de ter T4 que chegou com o farol quebrado na cegonha. A coisa é tão constante, que pros farois de milha, na própria loja me disseram pra comprar o "similar", pq era basicamente a mesma coisa e custa 50 reais cada, ante os 130 do original. xD

      • Eduardo_CL disse:

        Opinião de cearense sobre o Troller não vale, hehe

  6. Opa, aí vem uma série de posts dos bons. A Troller sempre surpreendendo.

  7. Eng_klendatu disse:

    O motor da Ranger V6 era 4.0 e não 4.2.
    Troller ja foi exemplo de empreendimento nacional mas hj (ja no 4° proprietario) perdeu a essência original, ainda mais no processo de 'fordilização'.

  8. EngMFC disse:

    Rally deve exigir MUITO do psicológico dos caras, em trés parágrafos foi comentado um Rally de 3 dias. Imagine vc acordar para dirigir e ir dormir assim que parou de dirigir. Deve ser muito tenso!

    ….por isso que tenho vontade de fazer um longo um dia mas de preferencia com paisagens abertas, akeles becos do WRC me dão um puta cagasso só de assistir.

    • GuilhermeD. disse:

      Rally é uma das coisas mais prazerosa que existe!!

      Relmente é tenso durante a prova, mas muito relaxante. A cabeça espairece e a noite você dorme como nunca dormiu antes!!

      Afinal, mais vale um péssimo dia de Rally do que um ótimo dia de trabalho!!!

  9. Hos_Delgado disse:

    Poha, que história bonita e legal, eu acho muito massa quando uma iniciativa dessas ocorre e eu tenho que dizer que gosto mais ainda quando ela da resultados. Fora que o troller é um jipe(?) que mudou pouca coisa, a diferença que eu vejo nos de hoje em dia é no máximo a lanterna traseira. Aqui perto de casa tem um cidadão que sempre teve um, trocou a antiga (e boa) bandeirante por ele e sempre tem uns adesivos dos Ralis que ele participa. Quando eu era criança era apaixonado pelo carro(e ainda gosto muito) eouehuoehehoehuoehuo

    11 anos atrás eu tinha 9 O_O

  10. Paulo_Freire disse:

    Tivemos um Troller 98 com o APzaum 1.8. Foi na época que Troller era só para competição, resultado: dureza na suspensão. O nosso tinha 4 amortecedores, pulava até no plano…

    Agora, 2 obsrvações:
    1º – O piloto parece o Rubinho! lol
    2º – Gostei do desenho dos pneus >-<

  11. PumaGTO disse:

    Post muito bem escrito, Fiori. Ainda me lembro que boa parte dessa história do Troller em Rallys internacionais saia na mídia esportiva por aqui, na época. Me lembro que era criança e meu pai me levou pra ver uma exposição aonde estavam sendo exibidos justamente um desses Trollers que correram no Dakar.

    • GuilhermeD. disse:

      É uma pena que a mídia esportiva brasileira não valorize esse tipo de esporte. Existe muito prova boa o ano todo que poderia ser transmitida!

      Tenho certeza que é muito mais competitivo e emocionante que a atual situação desanimadora da F1.

  12. vchicarolli disse:

    Brilhante lembrança! Aquele Troller com motor V6 é inesquecível. Acho que ele incentivou a Ford se interessar na marca…

  13. pcastilho2000 disse:

    Semana passada estava procurando notícias da Troller mas não achei nada – o que pretendem pro futuro, com a obrigatoriedade de AirBag e ABS? Nova geração do T4? O Pantanal voltará a ser fabricado?

    • marcolamolotov disse:

      Tem muita coisa boa por vir. A Ford esta apostando na Fabrica e reestruturou (ou estruturou de verdade) quase tudo por aqui. O mais urgente que eu vejo hj é o EURO V. Em algum momento próximo vão lançar um veículo com esse motor para continuar as vendas.
      As coisas mais legais são consideradas: segredo industrial e é foda fazer qualquer comentário.

    • klendatu disse:

      Pantanal esta morta e enterrada pela Ford. Foram inclusive recompradas dos donos so para sem destruídas. Tudo isso pra não resolver um problema simples no chassi. e pra não competir com a Ranger.

  14. Tive um bixo desses já, apesar de todo tipo de problema que dava na parte elétrica, o chassi que tive que trocar por vir com numeração faltando, a parte mecanica nunca parou ( até qnd a eletrica parou:P). O meu era 2.8 ainda, sem common rail.
    Rolavam muitas historias sobre os rallies na loja da troller, nao sei se ainda fazem reunioes por lá. Ouvi historias de como a ford nao deu os motores p os t5 ir no 1o ralli e eles tiveram que comprar rangers para puxar o motor delas, de que uma peça da bomba ou algo assim tinha quebrado e tiveram que puxar um jatinho p ir só buscar uma peça de 100 e poucos reais e por ai vai… vai saber o que era verdade, o que importa é que na epoca( nao sei hoje!) aquilo era quase uma familia, era um equivalente a ser dono de harley!!!

    Abraços!

    ( espero que a troller evolua, nao gosto da ideia dela atender a legislação de abs-airbag, mas quem sabe poderia ter botão de desligar? Ja existem eles para passageiros, p quem gosta de levar bebe no banco do motorista…. )

    • marcolamolotov disse:

      Aqui dentro, quem trabalhou nessa época me contou essa história dos motores, realmente é verídica. Não sei o restante, tbm nunca sondei tudo….tenho meus afazeres..rsrsrs…
      Pelo que percebo nesses 2 anos e meio que estou na Troller…..a fabrica tbm trabalhava como uma família, assim como os proprietários. Mas isso "diminuiu" quando entrou a Ford. Tudo passou a ser muito mais profissional. Faz parte!

      Acho que a idéia é sempre melhorar mesmo, atender as expectativas dos clientes.

  15. Luis Felipe CD disse:

    Os Troller antigos pareciam ser mais bacanas…

    • KzR disse:

      Pelo menos as lanternas (de s10?) são mais bonitas que as atuais. Espero que nas novas versões eles mudem as lanternas. De resto podem só melhorar o acabamento do interior. A mecânica atual ainda é muito boa.

  16. A_Thiago disse:

    Massa a história. Nunca tinha ouvido falar dessa vitória

    • KzR disse:

      Eu também desconhecia os feitos de nosso Jipinho. Muito bom saber dessas batalhas enfrentadas com destreza pelo modelo. Que venha a parte 2. Minha admiração pelo Troller só está crescendo.

      TROLLER: Nascido na Trilha, Criado no Asfalto, Desbravando em Rallies, Enfrentando as Enchentes urbanas. Isso é que é ser Multi-Uso.

  17. mansadodeputa disse:

    Troler trolando o mundo dos ralys a mais de uma decada .

  18. Wallace Abreu disse:

    Troller é foda!!! Minha vontade é ter um (onde moro e para onde eu vou é muito tenso xD) mas como pego muita estrada (asfalto de boa qualidade, não terra batida), acho que ele com grandes velocidade (100km/h +) em curvas ele tem pouca estabilidade..talvez seja pelo meu modo de dirigir e os carros que eu tive até hoje, que eu vinha a 110km/h e dependendo da curva, fazia do jeito que vinha… já dirigi um jipe e ele era tenso de curva, parecia que ia capotar mesmo a 80km/h…

  19. devaneios disse:

    Acho legal o Troller e a proposta dele, mas o que não me faz adquirir um primeiramente é o preço, 90 mil reais um novo ou 45 mil um com dez anos de uso, por mais caros que sejam os componentes sabemos que tem ai pelo menos 150% de lucro em um modelo Zero.
    Segundo é o acabamento, o dos primeiros era muito ruim, sofrível como o de um Buggy artesanal dos mais simples, com parafusos aparentes, fibras pintadas e etc, melhorou um pouquinho com o painel de Gol Bola, e ficou bom (apenas) quando a Ford comprou e instalou um painel de EcoSport.
    Esse acredito que seja um dos principais problemas que os compradores encontram ou encontravam, o amadorismo em algumas soluções, sabemos que a mecânica desde a aplicação dos motores Diesel é bem resolvida, os componentes sabemos que é assim como o texto diz, tudo peça de prateleira, Motor International, Eixos Dana 44, Transmissão Borg Warner e etc. Falta agora design, personalidade no projeto, fazer ele ir perdendo a cara de Wrangler (O cara com que a Troller tem que se cuidar, ficaria uma briga séria se viesse a versão Diesel Européia de 200 cv, principalmente se a Fiat enxergar o lucro colocando o carro a um preço competitivo sem um lucro astronomico).

  20. Crazy_finnish L6 4.1 disse:

    Troller, depois dessa história e desses vídeos, 100% aprovado pra rodar em Sampa.
    http://youtu.be/OIgnQGmFdsE

    e
    http://youtu.be/VF3XhI51Qhk

  21. hugogyn94 disse:

    Esse troller esta dominando ate rally world,agora o troller ja deve vender os carros la fora,podia vender como ai arabia saudita,EAU,russia,india etc,pra poder crescer a fabrica do troller,e deve crescer mais modelos.

  22. É SÉRIO,pensei que era o Liminha no volante

  23. Paulo_Mopar disse:

    Uma das poucas fábricas brasileiras que tiveram sucesso.Mas não imaginava sucesso até no Paris Dakar.Porque em SP ele é indispensável em enchentes.
    .
    <img src="http://www.encontracarros.com/upload/troller/troller-tr4-enchente_sp.jpg"&gt;
    <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5LXbJCeN2r0” target=”_blank”>http://www.youtube.com/watch?v=5LXbJCeN2r0

  24. Brazuca disse:

    Viu como temos projetos bons aqui no Brasil?

    Nós mostramos ao mundo que sabemos fazer jipes, não apenas a porcaria do EcoSport.

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