Conforme havíamos prometido, todo domingo teremos um resumo semanal da aventura de Henrique Pelosi e sua equipe multi-étnica globalizada no Mongol Rally. Confira como foi a largada e os cinco primeiros dias da corrida.
Se você está chegando agora, a história é a seguinte: Henrique Pelosi é um agente de viagens mineiro que resolveu, por impulso, ser o primeiro brasileiro no Mongol Rally, uma corrida de Londres a Ulan Bator, a capital da Mongólia. Além de Henrique, os outros integrantes são Ben, um britânico membro do exército da rainha, Ted, um chinês aspirante a economista e Habib, um britânico filho de indianos que trabalha em um hospital. Nenhum deles se conhecia até semana passada, e agora eles estão juntos em um Suzuki R Wagon em direção à Mongólia.
A largada
Após 60 horas acordado saímos (Habib e Eu) de Bradford rumo a Reading para conhecer e buscar os outros integrantes do time, Ben e Ted. O fato tragicômico do dia foi quando percebi que saí do carro e deixei o freio de mão solto. Quando voltei para o carro, ele já estava 20 metros morro abaixo, beijando um outro carro da vizinhança. Sorte que não fez nenhum arranhão em nenhum dos dois. Arrumamos as malas e partimos para a largada, em Goodwood. Em Goodwood a alegria era contagiante [...] mais de 200 times se reuniram para o Festival do Devagar (Festival of Slow), com direito às fantasias mais engraçadas, música, luta-livre mongol e muito espírito de aventura. Depois partimos para a volta de apresentação, que terminou com cada carro partindo para um lado diferente, mas com um único destino: Ulan Bator, Mongólia!

Ben, Ted, Henrique e Habib ainda em Reading, na Inglaterra
Os primeiros 1600 km e a primeira discussão
[...]partimos em direção ao porto de Dover, onde pegamos a balsa para Calais, na França. Muitos carros do Rally estavam na mesma balsa e foi bem legal conversar com o povo, descobrir de onde são e saber que estão com tanto medo ou mais que a gente! De Calais viemos à Suíça, mas, para chegar até aqui, rodamos mais de 1600Km ou 1000 Milhas (considerando a saída desde Bradford), cruzando de ponta a ponta a Bélgica, Luxemburgo, parte da França e com uma visita de meio dia a Zurique, até acabarmos o dia, já de noite, em Lucerna.
[...] não foi uma noite fácil, pois descobrimos que tanto Ted quanto Ben, por terem apenas 21 anos de idade, não conseguiram seguro para o carro. Sendo assim, ficam proibidos de dirigir durante toda a viagem, ou pelo menos em toda a Europa e Rússia. Tive que dividir a direção em turnos com o Habib. O problema é que ambos já estávamos exaustos do último dia, mas criamos coragem e, com muita responsabilidade, mantivemo-nos acordados o tempo todo, até que o sono bateu muito forte e resolvemos parar por 2 horas num posto de gasolina para descansar. Foi só isso mesmo.
[...] quando chegamos a Zurique, sem conhecer nada da cidade, estacionamos o carro e partimos para o centro antigo, após um giro de 20 minutos e uma pausa de 1h para comer e usar internet, Ben e Ted resolveram que queriam ir embora logo dali, pois achavam que não havia nada de legal para ver ou fazer (só na cabeça deles, claro!). Obviamente eu disse que era besteira e que ficaria pelo menos por outras 4 horas conhecendo a cidade. Ficaram putos comigo e reclamando um monte. Para chutar de vez o balde, o Habib entrou na discussão e falou um monte, em minha defesa. No final das contas nossa vontade prevaleceu e as crianças (apelido pros dois de 21, Ted e Ben) engoliram o choro.
O dia em que tudo deu errado
Após a discussão em Zurique, terminamos o dia dormindo em Lucerna e logo na manhã partimos rumo à Czechout Party, mas antes disso passamos pelo pequeno, porém muito agradável Liechtenstein. Depois cortamos uma ponta da Áustria, além de visitar o famoso Castelo de Neuschwanstein (que foi a inspiração de Walt Disney para seus castelos) e finalmente rumo à Rep. Tcheca!
Mas nesse dia a sorte não estava do nosso lado. Para chegar à Alemanha ficamos duas horas parados na estrada por conta de um túnel fechado com acidente, fomos parados pela polícia e descobrimos que o carro tinha 70Kg de excesso (Sim! Eles nos pesaram, mas na conversa conseguimos sair com apenas 20Kg a menos).
[...] Chegando ao Castelo descobrimos que ele estava em fase de restauração. Para terminar, chegamos a Praga à 01h00, mas a festa ficava em uma cidadezinha impossível de achar, a 130km dali, por onde já havíamos passado. Conclusão: chegamos lá às 06h00 e só deu tempo de ver o povo acordando e partindo para a Mongólia.

Policial alemão “autografando” o carro depois do quase-enquadro
Dois dias, dois países: chegando ao Leste Europeu
Praga: Que cidade! Sempre escutei coisas boas de lá, e agora confirmo tudo. A arquitetura, as pessoas, a comida, o batalhão de turistas… e a noite, é claro! Com certeza volto para ficar pelo menos uns três dias e conseguir fazer tudo sem pressa. Mas agora já é passado e já estamos em Bratislava, Eslováquia. Como chegamos muito tarde, hoje será o dia para as fotos por aqui. No fim do dia partimos para Budapeste, na Hungria.

Hodômetro marca as primeiras 2000 milhas (3200 km) em algum lugar do Leste Europeu
Henrique não dá as caras desde a última quarta-feira, dia 19 de julho. Quando ele disse que pretendia atualizar seu diário de bordo online todos os dias (como deve ser um ‘diário’), tive certeza de que isso seria uma tarefa impossível, mas achei melhor não interromper aquela deliciosa empolgação que a gente sente na véspera de uma aventura como essa. Pelo ritmo da viagem, nesse momento os quatro loucos e o pequeno Suzuki devem estar em algum lugar dos primeiros países do Oriente Médio – o que talvez explique a dificuldade de Henrique em acessar a internet. Desejamos sorte e aguardamos as notícias.
Para ver a galeria completa de fotos, visite o site Brasil na Mongólia. Lá você também pode mandar seu recado e doar qualquer quantia para ajudar a equipe nessa aventura.








Dois caras que não podem dirigir e 70 kg de excesso? É só mandar os dois "lastros" descerem
Colocava os 2 pra fora e ainda incorporava um cachorro à equipe, seria bem mais útil!
<img width="550" src="http://www.blogcdn.com/www.autoblog.com/media/2007/03/dog-in-car.gif">
Na alemanha quase prenderam o carro por causa do ecesso de peso em quanto isso no brasil tem mercedes 1113 andando com 25t no lombo e não tem uma barreira com balança fora das rodovias com pedagio .
Leonardo, dá uma revisada no link pro site dos caras. Eu acho que o correto não tem o ".br" no final. E p*rra, que aventura é essa hein?!
Putz o Habib tem cara de ex-soldado das forças especiais. Tipo o cara que fala pouco e faz muito AUAHUAUAUAUAHUAHAU.
Imaginei ele dando a dura nos dois jovens e depois saindo pra fazer alguma coisa perigosa D:
Po…que história maneira! Esse grupo ainda vai dar o que falar, e Nossa Senhora…eu tenho 20 anos e com 21 quero tá numa presepada dessas AOUHSUOAHSOUSHOUSHOUHOUHOS.
Com cuidado, claro.
Cara, que vontade de fazer alguma coisa desse tipo.
muito legal vontade tambem de fazer uma aventura assim.. Vamo comecar a juntar um pessoal aqui no jalop pra fazer hahah ja tem 2 bora!
3, mas eu seria no máximo lastro ou navegador, não tenho carteira ainda :X
Faz um bom tempo, que quero cruzar a Rota 66.Umas 2400 milhas de Chicago até L.A., praticamente os EUA inteiro, de leste a oeste, sem contar toda a história que existe nessa rodovia. No começo do ano tive a oportunidade de rodar umas 90 milhas por ela, no Arizona, e não vejo a hora de voltar, mas pra fazê-la inteira.
Vamos de Oiapoque ao Chuí ?
O Jalop poderia lançar este desafio para daqui 1 ou 2 anos. Detalhe o 1.zero já tenho.heheheh
Se é pra ir de um extremo a outro do Brasil, vamos rever a rota pois "mediram" de novo e os extremos na verdade são o Monte Caburaí, em Roraima e o Chuí
Exato!
Que empreitada de mongol, mas toda sorte para eles.
Cara, que coisa maluca isso daí. Num carrinho vagabundo desse, os caras vão cruzar meio mundo: não é p qualquer 1 não.
E as duas crianças, sério mesmo, para que servem? Ficar no banco de tras reclamando? Eu to falando sério, deve ser muito chato ficar num carrinho desse no banco de trás fazendo pica nenhuma….
Quando estiverem fora da Europa (se já não estão) eles certamente dirigirão.
Se fosse por aqui, tavam dirigindo numa boa!!
Conheço muita gente que nem carteira tem, e fica andando de lá pra cá.
Brasilll!!!! kkk
"O fato tragicômico do dia foi quando percebi que saí do carro e deixei o freio de mão solto. Quando voltei para o carro, ele já estava 20 metros morro abaixo, beijando um outro carro da vizinhança."
Quando a história é boa, até o carro se empolga querendo começá-la sem o piloto!
Tá aí uma corrida que deve ser legal de participar, quem sabe um dia.
O Jalop poderia lançar o desafio Oiapoque ao Chuí aircooled
Só o Brasil? Que tal o rally do Ushuaia (Argentina) até Punta Gallinas (Colômbia).
Muito interessante, também proponho a categoria solo com motos no máximo 250cc.
Boa, de moto é uma ótima idéia, ainda mais que as motos podem ir em lugares onde é complicado passar de carro. Agora, imaginar uma 250 com duas em pessoas em cima, mais as bagagens (roupas, comida, ferramentas e peças), é muita judiaria com os pilotos, mas seria um baita de uma aventura.
Com umas experiencias em trilhas de moto e outras aventuras, na moto é só o piloto mesmo e o equipamento.
Bom… eu tirava um dos pentelhos e agregava uma balança.
<img src="http://2.bp.blogspot.com/_mNZy6Oex5go/SU1hp–XxAI/AAAAAAAAAII/KCe0jbLauIQ/s400/balan%C3%A7a.jpg">
muita vontade de ir no próximo hehe
"Para quem ficou curioso sobre como anda a relação entre os integrantes da equipe, bem… estamos a ponto de jogar o inglês para fora do carro a qualquer momento. É sério. Mas isso não é nem um pouco interessante!" http://www.brasilnamongolia.com/
Pô, pensei que ter um soldado da Rainha (cidadão treinado para matar com as próprias mãos!) na equipe seria útil!
Toda história que envolve um carro normal que podemos comprar e muita estrada é sempre sensacional….