Entre drinks e tragos, parte 3


Primeiro de maio de 1994. Bom, tentei não pensar nesta data. Mas é uma associação inevitável. Por mais que a Rothmans estivesse envolvida no automobilismo por quase quinze anos antes daquele dia, patrocinando a Porsche no mundial de esporte-protótipo e no Paris Dakar, a Opel e a Subaru no WRC, ou a Honda na Moto GP; a verdade é que a imagem do Williams FW16 em Ímola me aparece mais forte que todas elas juntas.

Sei que não estou sozinho. E imagino o quanto isso é ruim para os patrocinadores. Dezesseis anos já se passaram, tempo maior que a própria carreira de Senna na Fórmula 1. Parece que foi há tanto tempo assim? A exemplo de Jeremy Clarkson, nunca fui fã de Ayrton. Mas também tenho de admitir: toda vez que ele se sentava em um cockpit, era algo espetacular.


A Rothmans era um fabricante de cigarros premium inglês, fundado em 1890, que tinha dois produtos principais no mercado: o Dunhill e o próprio Rothmans. Sua característica mais marcante era o sabor suave e levemente adocicado, contrariando o amargor amadeirado do Marlboro. Ela patrocinou a equipe Williams entre 1994 e 97, um ano antes de ser adquirida pela British American Tobacco. Os cigarros continuam sendo fabricados sob a nova bandeira.

Jägermeister
O gosto é tão forte quanto a cor laranja que predominava nos carros por ela patrocinados. O Jägermeister (jegue-mestre em alemão... brincadeirinha) é um licor feito com 56 (!) tipos de ervas, frutas, raízes e temperos, que resultam em um sabor cítrico e amargo, ùnico à bebida. Ele deve ser consumido bem gelado, seja em dose única ou como parte de um cocktail.

Sua participação no automobilismo é longeva. Começou na década de 70, patrocinando equipes européias em campeonatos de turismo, de esporte-protótipo e claro, a Fórmula 1, nas equipes March (1976) e EuroBrun (1989).

Camel
Outro caso de sabor tão forte quanto a identidade. De aroma semelhante ao Marlboro, apesar de mais adocicado e um tanto mais enjoativo, o Camel também ficou famoso pela história da propaganda subliminar presente na textura do camelo que ilustra sua embalagem. Na Fórmula 1, contudo, eles não foram nada discretos: em um berrante amarelo-mostarda, começaram no mundo da Fórmula 1 patrocinando a equipe Lotus, em 1987; com Senna e Satoru Nakajima ao volante. Isso nos leva a concluir que todas as grandes equipes pelas quais Ayrton correu eram patrocinadas por cigarros: John Player Special, Camel, Marlboro, Rothmans.

Fora a equipe fundada por Colin Chapman, a Camel patrocinou equipes menores, como a Larrousse e a Tyrrell, e times de grande porte, como a Benetton e a Williams; além de categorias de turismo, protótipos e motociclismo, principalmente nos Estados Unidos.

21:15 - 28 de Julho de 2010

Por Juliano "Kowalski" Barata

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