Onze microcarros que nos impressionam até hoje
Microcarros podem ser os menores carros na estrada, mas seu complexo napoleônico muitas vezes os levam a grandes feitos de design e engenharia. Aqui estão onze carros que simbolizam tudo o que achamos de incrível sobre quatro rodas no menor espaço possível.
O microcarro normalmente nascia de uma necessidade (seja ela política ou prática), ao invés da vontade e criatividade de um engenheiro, mas graças a seus recursos limitados, geralmente são os veículos mais elegantes nas ruas. Um bom exemplo é o Isetta, com seu motor traseiro e porta dianteira. A necessidade era a situação da Europa após a Segunda Guerra Mundial, e a criatividade veio no projeto e execução do carro.
Peel P50
Quando as pessoas pensam em microcarros, normalmente pensam no Isetta, no Messerschmitt, e agora, graças ao Top Gear, no Peel P50. O P50 é capaz de atingir 60 km/h, mas esse tipo de velocidade só parece ser possível em uma ladeira, com uma vela. Independente da maneira como chegue, o P50 certamente será uma das menores coisas onde quer que vá.
Nash Metropolitan
Com suas dimensões reduzidas e suas rodas parcialmente cobertas, o Metropolitan tinha um visual levemente cômico. Com uma grande abertura para a grade e faróis grandes de circulares, o carro se parecia com um rato assustado, se esquivando das barcas sobre rodas que dominavam o mercado norte-americano na época. Era equipado originalmente com um quatro cilindros de 1,2 litros, substituído mais tarde por um 1.5.
Isettas
Outro popular microcarro da lista de hoje é o “carro bolha” da Isetta. Produzido originalmente pela italiana Isso, o Isetta mais tarde passou a ser produzido por toda a Europa, mais notadamente pela BMW. Com os bávaros, recebeu um motor (mais) potente, de um cilindro e quatro tempos, capaz de produzir 13 cavalos. Curiosamente, quando os engenheiros da BMW receberam o projeto do Isetta, redesenharam cada parte do carro – o que resultou em um modelo que não compartilha peças com o original. No Brasil, o motor alemão substituiu o original italiano a partir de 1959, junto com uma nova suspensão dianteira. O Isetta é funcional, aerodinâmico, eficiente, e bonito, digno de qualquer coleção. E segundo a revista Auto Express, o modelo vai entrar na onda de revivals, produzido pela BMW para encarar o Smart (dos alemães da Mercedes).
Goggomobil Dart
Construído sob o chassi do Goggomobil alemão, o Dart foi obra de criativos australianos que acreditaram que um conversível, em fibra de vidro e 345 kg, seria uma boa ideia. Parecido com um pequeno barco de lago infantil, o Dart era vendido com opções de motor dois tempos com 300 ou 400 cilindradas. Apenas 700 deles foram fabricados até o fim da produção, em 1961.
Crosley Super Sport
O Crosley Super Sport (nenhuma relação com o Veyron SS, ou o Opala) foi lançado em 1949, tinha um motor de 721 cilindradas capaz de entregar 26,5 cv e máxima próxima dos 124 km/h. O carro era equipado com freio a disco nas quatro rodas, característica pouco comum na época. Infelizmente, esses freios foram projetados para pequenas aeronaves; qualquer partícula maior na pista podia travar os freios. Mais tarde foram substituídos por tambores. O modelo parou de ser fabricado em 1952.
Morgan F-4
O F-4 surgiu em 1933 com três rodas, uma maneira de baixo custo para motorizar o público britânico, ao mesmo tempo em que evitava os impostos para carros ao posar de motocicleta. Tinha uma carroceria 2+2 – para que talvez as crianças pudessem ir junto – e um motor Ford capaz de 36 cv.
Messerschmitt KR175
O KR do nome significa Kabinenroller, que em alemão significa “scooter com cabine”, que é a descrição mais fiel que pode ser dada ao Messerschmitt. O carro era equipado com um motor de dois tempos e um cilindro com 173 cilindradas, ligadas a uma transmissão de quatro velocidades.
Lightburn Zeta Sports
Dos responsáveis por trazer até você a máquina de lavar Lightburn, apresentamos orgulhosamente o novo Lightburn Zeta Sports roadster! No começo da década de 1960, a Lightburn decidiu fabricar carros além de utilidades domésticas. Em 1964, a empresa lançou o modelo Zeta Sports, que parecia um inseto e era movido por um rabugento dois tempos de 494 cilindradas, capaz de 20 cv. Foram vendidas somente 28 unidades, das quais restam seis atualmente.
Tango EV
O Tango pode ser o mais estranho e feio microcarro elétrico do planeta. Mesmo assim, ele acelera de 0 a 100 km/h em quatro segundos e, segundo o fabricante, chega a 217 km/h com carga completa. Se você não se importa com o visual da máquina enquanto deixa Teslas comendo poeira em arrancadas, talvez este seja o microcarro elétrico ideal para você.
Honda S600
Parecido com um MGB encolhido (especialmente a versão cupê), o S600 era vendido em versões conversíveis e cupê. Empurrado por um modesto quatro tempos de 492 cilindradas e 57 cv, o pequeno esportivo podia chegar aos 145 km/h. O S600 tinha suspensão traseira independente, e a potência era transmitida às rodas de maneira isolada por correntes.

Gurgel Supermini
Fruto da aposta até hoje ousada de se produzir um veículo de passeio urbano totalmente nacional, o Supermini era uma evolução do BR-800, com traços mais leves e modernos. Pena que teve de enfrentar a concorrência dos 1.0, que ganharam incentivos fiscais a partir de 1990. O motor de 792 cilindradas produzia 36 cv, aproveitados pelas quatro marchas da transmissão (que no Supermini era argentina). O sonho de João Gurgel – falecido no começo do ano passado – não resistiu a promessas de empréstimos não cumpridas e a fábrica fechou em 1994. Mas é impossível não sorrir ao ver um desses circulando por aí.
Crédito das fotos: Stance Is Everything, Simon & Vicki, ChicagoGeek, Ian Murchison, Rex Gray, aldenjewell, alvial111, One More Thing, Ferenghi, Early Datsun, Carlos.
De quais carros vocês sentiram falta? Será que os Dacons ou o Óbvio merecem entrar na lista?
17:25 - 26 de Julho de 2010
Por Martin Grossinger e Matt Hardigree

















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