Com anos de experiência urinando, gosto de estar a par das últimas inovações na área. É por isso que fiquei empolgado em ver que um dos prêmios IgNobel de 2011 foi para o Dr. Peter Snyder, vice-presidente de pesquisas no hospital de Rhode Island, e autor de um importante estudo chamado “O Efeito do Aumento Agudo na Necessidade de Urinar sobre as Funções Cognitivas de Adultos Saudáveis”.
Por que tão importante? Bem, eu sei por experiência própria que alguns de meus piores momentos ao volante aconteceram quando eu precisava, muito, urinar (cruzar quatro faixas em uma só tacada, parar no canteiro) então fiquei curioso para entender a ciência por trás disso. Revigorado com a sede pelo conhecimento e uma bexiga esvaziada a pouco, liguei para o Dr. Snyder para lhe perguntar se outras pessoas tiveram problemas semelhantes quando sentiram a necessidade de tirar água dos joelhos ao volante. Acontece que segurar a vontade ao volante pode ser tão perigoso quanto beber. Ciência!
Jalopnik: Olá Dr. Snyder. Antes de falarmos sobre como a necessidade de urinar afeta nossa capacidade de dirigir, talvez o senhor possa nos contar como chegou a esta linha de pesquisa.
Dr. Snyder: Claro. Nós não havíamos decidido olhar os efeitos de segurar a vontade de urinar enquanto se dirige, mas no final ficou óbvio que havia algumas ramificações bem reais para o que pesquisamos. Primeiro, usamos a necessidade de urinar como um modelo para um tipo de dor temporária que poderíamos induzir de forma segura para testar a confiabilidade de alguns testes cognitivos novos que desenvolvíamos.
O uso de modelos de dor para observar os efeitos do julgamento e da razão data há mais de 100 anos; mas geralmente os modelos de dor utilizados são bem nocivos, como usar choques elétricos ou capsaicina, que é a substância contida em pimentas fortes. Nós decidimos que usar a vontade de urinar, uma dor que todos conhecemos bem, era um método seguro, reversível, que pode ser encerrado de maneira fácil, e é barato! Todo o estudo nos custou uns trocados! É um modelo de dor que é seguro e não possui uma bagagem ética associada.
Jalopnik: Então você procurava uma maneira barata e fácil de machucar as pessoas?
Dr. Snyder: Hmm, sim. Nós usamos este modelo para verificar a confiabilidade de alguns instrumentos especiais que desenvolvíamos, para ver qual a sua estabilidade e resposta quando se observa uma mudança com o tempo. Quando observamos a cognição nas pessoas, há um problema com efeitos práticos – as pessoas costumam melhorar conforme repetem ações – então trabalhávamos em instrumentos que não têm esse problema. Nós validamos os instrumentos de várias maneiras – sedativos, falta de sono, álcool, estimulantes. Acontece que são estáveis, e já que usamos tantos métodos de avaliação, colocamos frente a frente diferentes fatores de cognição. Se houvesse um grau de incapacidade [da cobaia] em uma técnica, poderíamos compará-la com as outras.
No caso da vontade de urinar, nós descobrimos que quando a pessoa está no limite da dor, quando não conseguem mais segurar, o nível de incapacidade da razão e da resolução de problemas é equivalente a cerca de 0,05% de álcool no sangue (0,5 gramas por litro de sangue). Sabemos disto porque fizemos os estudos e podemos comparar os níveis de incapacitação resultantes de diversos modelos. Nos EUA, o limite legal é de 0,08% (0,8 g/L), mas na Austrália, onde estamos conduzindo boa parte do trabalho, o limite é de 0,05 (esse nível é equivalente a dois drinques para um homem com 72 kg, e dentro dos limites considerados para direção perigosa).
Isto tem implicações reais, porque sabemos que existem muitas profissões nas quais as pessoas ficam em uma situação em que não podem ceder à vontade, caso dos caminhoneiros. Existe todo o tipo de situação das quais as pessoas não podem se livrar, e a questão que levantamos é que existem consequências reais. A dor pode ser tão intensa que você se distrai, e depois, talvez haja uma base neurológica. As áreas do cérebro usadas quando você segura a vontade de ir ao banheiro propositalmente, para manter os músculos contraídos, essas áreas do cérebro ficam bem próximas às áreas usadas pela razão e a capacidade de resolver problemas, memória funcional, então talvez haja alguma interferência e uma base fisiológica verdadeira.
Jalopnik: Uau. Existe algo de especial na necessidade de urinar ao invés das outras formas de dor? Eu sei que quando estou dirigindo e preciso tirar água do joelho, tenho mais dificuldade em me concentrar do que quando dirijo com outras formas de dor, por exemplo, uma dor nas costas ou no pescoço.
Dr. Snyder: Não sei se está relacionado ao tipo de dor, mas há um outro fator em precisar urinar, que é segurar a vontade fisicamente e conscientemente! Com, digamos, uma dor nas costas, o melhor que você pode fazer é se acomodar da melhor forma possível e tentar não se mover. Na micção, é um processo bem ativo, como você deve saber. Requer bastante concentração.
Jalopnik: Sim. Diferente de outros tipos de dor, você não pode se distrair pensando em outra coisa.
Dr. Snyder: Exatamente.
Jalopnik: Então não se trata apenas de uma situação de dor, é também uma questão de concentração.
Dr. Snyder: Correto. E isso foi levado em consideração nos modelos.
Jalopnik: Vocês chegaram a fazer testes específicos com motoristas?
Dr. Snyder: Não, mas este seria um teste fenomenal. Apesar de não ser um dos nossos objetivos iniciais, é uma implicação real óbvia para o que fizemos.
Jalopnik: Eu sinto que quando dirigi com um nível alcoólico de 0,5 g/L, o que, sejamos francos, provavelmente já fiz, sinto que me saí melhor do que quando eu realmente precisava ir ao banheiro. Estou imaginando coisas? O que há de diferente?
Dr. Snyder: É uma boa pergunta. Para avaliar o estudo com álcool, nós embebedamos universitários. Preenchemos as vagas para este estudo em cerca de seis minutos. Como você pode imaginar, não foi difícil encontrar voluntários. Observamos todo o tipo de medidas, e uma das coisas que encontramos foi muito interessante. Quando as deixamos com um nível de, por exemplo, 0,09 – nós as deixamos bem bêbadas. E quando as observávamos enquanto ficavam sóbrias, descobrimos que a percepção das pessoas é razoavelmente precisa enquanto ficam bêbadas, mas terrível enquanto se recuperam. Quando ficam bêbadas, sua percepção combina com seu desempenho. Mas enquanto se recuperam, as pessoas uniformemente acreditam que estão se recuperando mais rápido do que estão. Então você provavelmente pensou que estava menos bêbado do que estava. Nós entendemos errado.
Jalopnik: Então, se você está dirigindo, e você realmente precisa ir ao banheiro, mas não pode parar imediatamente, há alguma solução fora, molhar o estofamento, que possa ajudar?
Dr. Snyder: Hmm, não. Não há nada que se possa fazer exceto garantir que você não chegue a esse ponto, para começo de conversa. Se você está na rodovia a 120 km/h e precisa realmente ir ao banheiro, você corre perigo. Você não pode chegar a este ponto.
Jalopnik: Então você recomenda se mijar neste ponto?
Dr. Snyder: (risos) Se fosse eu, procuraria o ponto mais largo às margens da estrada para que pudesse parar sem chances de ser atingido.
Jalopnik: Você defenderia um sistema de micção em carros? Deveria ser obrigatório ou opcional? E, se fosse opcional, você equiparia um carro novo ao comprá-lo?
Dr. Snyder: Se meus filhos fossem mais novos, eu consideraria seriamente. Pessoalmente, eu prefiro parar o carro. Mas com crianças, é melhor do que ter que parar a cada meia hora.
Jalopnik:Então você não mantém uma garrafa de emergência no carro?
Dr. Snyder: Não, mas desde que publiquei este estudo, e depois que ganhei o prêmio IgNobel, eu não consigo acreditar no número de pessoas que me sugeriram isso. Em entrevista a uma rádio de Seattle, vários caminhoneiros ligaram para dizer como o estudo combinava com as suas experiências e que eles guardavam garrafas no veículo para esse tipo de situação.
Jalopnik: Algum plano para continuar a pesquisa e conduzir um estudo dedicado a carros?
Dr. Snyder: Sabe, isso é interessante, e talvez eu tenha um estudante para quem possa sugerir esta linha de pesquisa.
Obrigado ao Dr. Snyder, e não se esqueçam de passar no banheiro antes de sair.






Obedecer as chamadas da natureza.
Apertado é ruim hein.
Comédia!
Admito que isso é uma das minhas preocupações quando tenho que dirigir por longas distâncias ou pegar um vôo demorado sentando perto da janela. Como costumo beber MUITA água, esse ato tão natural – e inevitável – é uma constante em minha vida.
Felizmente, na única vez que tive uma crise renal (cálculo renal) tive como ser levado ao hospital. Se fosse por mim, eu continuaria agonizando no chão da sala. E o que é pior, estava começando Turma do Didi na hora. D:
Santa maldade Batman! Crise de cálculo renal e a Turma do Didi?!
O que você fez para merecer isso?
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Já sabemos o que agravou a crise no rim.
Cara, acho que vc é o único cara que ri tanto para chegar a falar 'Ai meu rim' durante a Turma do Didi.
Não tem um medidor de gases? Porque nada nesse mundo me trolla mais que os MEUS gases. Quando estou na casa da namorada, do lado dela, perto da família, na sala, com todo mundo reúnido, ou SÓ de eu estar na casa dela, SÓ de estar perto de qualquer outra pessoa, me vem uma vontade filhadaputa de peidar, mas é uma vontade absurda mesmo uhahuahuahuhuahuau e eu seguro obvio hahhauahuhu, aí dou um jeito de ir embora o mais depressa possível…mas aí, é eu SENTAR no carro e fechar a porta que a vontade passa huahuhuahuahuahuauhuah juro isso é inexplicável e eu fico P, as vezes minha mina até acha que vou pra gandaia com outra garota ou qualquer outra coisa do tipo, porque saio correndo e detesto cagar na casa dela huahuhuahuahuauauuahuauauhhu
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Pare de tomar suco em pó, diminuir o consumo de açúcares e levar um sache de odorizador de ambientes…
Não existe NITRO tão poderoso quando a vontade de mijar.
0-100 em duas seguradas!
Acho que a pior tortura que existe é a sede; a segunda é a vontade de urinar. É desesperador, o tempo não passa, não dá pra pensar em nada pra se distrair.
Um dia desses tomei uma cerveja no fim da aula e fui pro onibus, sentei do lado da moça mais bonita e quando a conversa tava ficando interessante me deu aquela vontade insana de mijar. Tive que mandar o onibus parar, desci, escorri o aipim e voltei pro lado da moça, que não deu mais bola pra mim.
é foda mesmo, e o pior é que só vem isso na sua cabeça! não consegue nem olhar no retrovisor hauhauhauhu
fora que não da pra ficar se mexendo muito dependendo do estagio em que está hauhauah
"Com anos de experiência urinando, gosto de estar a par das últimas inovações na área" (eu ri sozinho aqui!!!!)
É fogo mesmo… e parece que conforme vamos chegando perto do banheiro, a vontade só tende a aumentar, e AUMENTAR…e pra abrir a porta de casa, a espera do elevador….AAAAAA é horrível…. Mas quer saber, muitos podem até achar ruim (principalmente as mulheres), falta de educação, mas se você tá viajando em uma estrada tranquila, e parar no acostamento pra dar uma bela urinada no mato, com um leve brisa passando pelo seu corpo, escutando os passarinhos….é fantástico….
isso me lembra um dia q tive a feliz idéia d parar numa ponte (velha) p mijar…. eis q to lá curtindo aquele momento tão prazeroso e passam duas carretas a uns cento e tantos km/h (a ponte fica numa baixada antes d uma subida e dpois d uma descida, então os kras descem a milhão) e a porcaria da ponte começou a balançar tanto q quase caí no rio…. sorte q o parapeito da ponte era firme senão eu tava lascado…
Faz parte…. adrenalina pura…kkkk…ri muito da sua história…
Agora sabemos porque o viaduto balança tanto…
Sabia que a urina é um forte corrosivo de concreto? Tanto que algumas pontes e viadutos baianos vão passar por reforma de tanto mijão regando as pilastras.
MIjar na beira da estrada é realmente recompensador.
prá homens vtd d urinar, dependendo d onde vc esteja, é até tirado d letra, tenso msm é caganeira!!!!
se bem q, uma vez na avenida do estado, pensei q minha bexiga fosse explodir e tava naqueles trânsito fdp, anda e para…
mas a pior situação foi um dia q parei prá comer um rodízio na régis bittencourt, no meu caminho precisava pegar algumas estradas vicinais sem acostamento e me deu uma dor d barriga lazarenta….olha, nem o loeb me alcançava naquela dia!!!!
Seguindo uma lógica ilógica: Dirigir de fraudas geriátricas é o equivalente a beber cerveja sem álcool.
Eu já passei um aperto, mas foi de numero 2, nossa, nunca corri tanto, e era na terra, parecia que os buracos tinham desaparecido…
Aí é tenso. PQ para pra cagar na estrada, mesmo com um rolinho de papel higiênico, é terror.
Dirigir com dor de cabeça, leia-se enxaqueca braba, também é péssimo.
Lembro de um episódio de Seinfield em que o George Constanza foi pro banheiro apertado. Quando voltou queria matar o cara que inventou a calça com botões. Deve ter sido tenso…
Não é sacanagem, mas parece também que se acidentar com a bexiga cheia aumenta o risco de morte. Li isso em algum lugar.
sim, se não me engano sua bexiga pode estourar com o impacto se tiver cheia
Para o homem isso não é problema,qualquer lugar é lugar para uma bela mijada
Exceto no Rio de Janeiro durante o carnaval.
(no resto do ano pode mijar à vontade na rua né? kkk)
Nada como dar aquela mijada depois de um tempo apertado… Aaaaaaaa…
<img src=http://semradar.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Sweet-Jesus-Face-1.jpg>
hey, onde e como vc me fotografou mijando?!?!?!?!?! esse sou eu!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
O numero 2 tbm pesa, literalmente…