
Praticamente todas as palavras relacionadas ao Lotus Esprit S1 convergem para a síntese do esportivo puro. Motor central? Ele tem. Tração traseira? Está lá. Suspensão independente e freios a disco nas quatro rodas? Tudo ali. Peso baixo e estruturas de proteção? Sim senhor. E ainda por cima é bonito de doer.
O protótipo foi criado pela ItalDesign a partir da plataforma alongada do Lotus Europa e apresentado no Salão de Turim de 1972. A modernidade absoluta das linhas retas e limpas causou sensação. E como prova da genialidade de Giorgetto Giugiaro, o design seria adotado praticamente sem modificações no modelo de série, a partir de 1976 – e assim continuaria até 2004, com os devidos retoques ao longo do tempo.
Este aqui é um Esprit S1 safra 1977 bastante original, quase sem restauração, e já apareceu na Quatro Rodas tempos atrás. Trata-se de um dos primeiros automóveis de produção a adotar um cabeçote multiválvulas. O motor Lotus 907 de quatro cilindros em linha, 16 válvulas e 2,0 litros produz 162 cavalos, número discreto ante os supercarros emergentes da época, mas uma potência específica bem notável para motores aspirados.
O torque razoável de 19,3 kgfm faz com que a tocada – como em todos os multiválvulas por um bom tempo – peça giro alto. Nada muito difícil de se manter levando em conta que o motor urra logo atrás dos seus ouvidos, em posição longitual. O Esprit S1 não era dos mais rápidos em linha reta, mas compensava isso com muita qualidade de condução e alta performance nas curvas.
As cinco marchas da transmissão são acionadas por uma alavanca pequena e mais alta que a base do volante Momo. Repare que o rádio fica bem na frente da alavanca. A posição de dirigir é super baixa – o carro mede apenas 1,09 metro de altura – e os pedais estão bem juntos. O freio de mão foi montado à esquerda, e o painel parece o de um caça dos anos 70, com todos os elementos voltados para o piloto e instrumentos com um estranho fundo verde-água.
A estrutura de chassi do tipo espinha dorsal é coberta pela carroceria de fibra de vidro logotipada pelo autor, e integra uma célula de proteção no habitáculo. Mesmo assim, o peso do carro se estabilizou na casa dos 1.000 kg. Outro detalhe precioso são os freios traseiros montados inboard, como nos carros de competição da época.
O dono atual afirma que dirige o carro regularmente, acumulando 11 mil milhas (17.700 quilômetros) desde 1999. No total, esta unidade possui 53 mil km rodados. Está em ótima forma.
Ao longo de quase três décadas de vida, o Esprit ganharia massa muscular, vários aprimoramentos técnicos e o ápice dos V8 turbo com até 355 cavalos. Mas como fórmula inicial e identificação com a época romântica da Lotus, o S1 é insuperável, e um dos últimos projetos a ser conduzido diretamente por Colin Chapman.








Eu conheci o dono desse carro… ele morava perto de casa. O cara é muito gente boa! Se for o exemplar que eu imagino (e provavelmente é) ele tem a assinatura do próprio Gioretto Giugiaro. Fica debaixo da tampa dianteira.
ps*: o mais legal é que o dono dele só andava no galeto! Era bacana ver um esportivo antigo berrando… bem mais legal do que em passeios monótonos do clube do frisinho…
Desculpa minha ignorância amigão, mas o que significa "andar no galeto"?
Obrigado.
gíria… andar rápido, drive it like you stole it, no c*cete, na vula, sentando a lenha… etc.
É no Paraná ?
Eu vi o Lotus aqui em SP. Mas tem uns 2 anos.
Gosto de todos os modelos da Lotus, todos!
durante todo o texto foi falado ESPIRIT mas o nome correto não é ESPRIT? vide a primeira foto…
mesmo assim, parabéns pela matéria! Esse carro é uma lenda!
Isso dava uma briga entre a molecada do Super Trunfo, uns achavam que o jogo estava errado, outros não (estava escrito Esprit). Na época sem internet, e poucas mídias acessíveis a garotos de 8 anos, a prova dos 9 só veio quando um garoto riquinho apareceu com uma revista gringa, e dizimou a dúvida.
Hehehehe boas lembranças, outra campea de troca de nomes no super trunfo era a MV Agusta, que chamávamos de augusta.
Sendo que ainda tem a pronúncia, o correto é ler esprí e não esprite como fiz desde a infância…
AAAAAHHHHHHHHHH…. ESTOU APAIXONADO. Esprit S1 no Brésil? SENSACIONAL! Jalop realmente guardando o melhor para o fim de ano!
epic.
Fico feliz de saber que o mesmo cara que desenhou esse Lotus(Giorgetto Giugiaro), tambem desenhou meu Passat 1974. Só não tem o emblema com o nome dele.
Caras como esse fazem falta hj em dia.
Queria ver o resultado do Veloster se tivesse saido de um mero esboço dele, seria fenomenal. Prova de tudo isso é que em 1999 Giorgetto Giugiaro, ganhou o premio de "Designer Automotivo do Século".
O cara tem um feeling extraordinário, e cada carro que ele desenha, tem algo que dá a entender que é um Giugiaro. Isso vindo do Lotus, Passat, Punto, Uno… Creio eu que o desenho caixa do Uno deve ter sido o que mais durou, e mesmo sendo todo quadrado como quase tudo dos anos 80, até hoje acaba sendo visualmente mais atraente do que muitos populares mais recentes. E isso mais que prova que disse acima: o feeling é tão grande que consegue elaborar belos designs não só para supercarros, mas para carros mais comuns também.
Lindo
Linda de mais essa Lotus, design atemporal do Giorgetto Giugiaro como tudo q ele cria.
Fantástico.
Lotus Linda Demais….
http://www.cars4fun.com.br
Odeio este tipo de post… Faz com que eu goste menos do meu carro! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
belo carro, esperava ver um Europa, não sabia da existência desse modelo Esprit no Brasil. Única vez que vi um ao vivo foi no Salão do Automóvel de 1994, ao lado de EB110 e Diablo! Bem interessante que o desenho do carro permaneceu intacto e belo por vários anos como sito na mtéria!
i'm Lotus 90's Lover !
Detalhe pro estofamento dos bancos xadrez num padrão bem "british"
Demaaaisss!!!!
Muito lindo esse Esprit e deve ser muito bom de dirigir.
Sortudo o dono hein xD
só uma dúvida, a seçào grandes brasileiros da 4 Rodas nào era só pra carros nacionais? ele deve ter aparecido é na 4R clássicosque era uma revista separada da 4R comum.
tem razão, confundi as seções
na 4 rodas tem a seção "grandes Carros", que não tem a limitação de nacionalidade.
Assim como o colega acim disse, desde 2007 além dos Grandes Brasileiros, a QR tem também a seção Grandes Carros.
Hahaha sempre ache que era ESPIRIT e não ESPRIT
hahahahahahahahahahaha
rolou uma dislexia em escala global com o nome desse carro!!!
tbm achava que era Espirit
Maldito seja P mudo!
Belíssimo mesmo, também nem sonhava com um esprit S1 por aqui.