Depois de meses de espera finalmente conhecemos a sucessora da Ferrari Enzo. Batizada com o estranho nome LaFerrari, é o carro mais potente, mais veloz e mais eficiente a ter saído dos portões de Maranello. Veja aqui todos os detalhes desta obra-prima italiana.
Como suas antecessoras, a LaFerrari usa e abusa da tecnologia de Fórmula 1. Não apenas o câmbio ultra-master-super-rápido e apêndices aerodinâmicos. Isso a Enzo já tinha há 10 anos. O negócio agora inclui um sistema KERS, aerodinâmica ativa por todos os lados e até a posição de pilotagem mais reclinada — cujo desenvolvimento contou com a ajuda de Fernando Alonso e Felipe Massa (tomara que o carro possa ser usado por gente com mais de 1,50 m de altura). Os bancos são fixos e o volante e os pedais ajustáveis.

Outra influência formulaúnica é o monocoque de fibra de carbono, que agora usa diferentes compósitos para partes específicas da concha, e ajuda a manter o peso baixo ao mesmo tempo em que o carro ganha rigidez estrutural. A Ferrari não mencionou o peso total, limitando-se a divulgar a distribuição de 41 % do peso na dianteira e 59 % na traseira.

Contrariando a tendência dos super-supercarros a LaFerrari não tem uma asa móvel que sobe e desce, joga as mãos pra cima e sai do chão. Em vez disso ela tem um discreto spoiler que só sai do lugar em frenagens mais exigentes, alguns flaps escondidos no fundo plano do carro que trabalham o fluxo de ar para aumentar a downforce, e aletas na parte frontal para redistribuir o ar e reduzir o arrasto aerodinâmico.
A maior inovação da LaFerrari, contudo, é o sistema híbrido (abaixo) composto por um V12 que sozinho produz absurdos 800 cv a 9.000 rpm e 71 mkgf a 6.750 rpm (!!!!) — o que nos parece ser o V12 aspirado mais potente já instalado em um carro de rua — e um motor elétrico acoplado à transmissão, onde despeja mais 163 cv e 28 mkgf. O saldo final é 963 cv de potência e 99 mkgf de torque.
Essa manada toda passa por uma transmissão automatizada de dupla embreagem e sete marchas antes de ser enviada ao diferencial eletrônico e então transformada em impulso pelos pneus Pirelli 345/30 R20, protegidos pelo controle de tração que equipava os carros de F1 a até pouco tempo atrás. Obviamente você pode desligá-lo, mas com todo esse torque talvez não seja uma boa ideia.

E assim a LaFerrari (a LaFerrari soa tão bem quanto “os The Beatles”) chega aos 100 km/h em menos de três segundos, aos 200 km/h em sete segundos e aos 300 km/h em 15 segundos. Com um pouco mais de espaço dá para passar dos 350 km/h, mas não sabemos o quanto pois a Ferrari não falou sobre a velocidade máxima.
Apesar de ter 700 nomes na lista de interessados, a Ferrari só construirá 499 unidades. Quem sabe um dia eu possa recusar milhões de Euros desse jeito. A-ham.









